"Algumas reformas indispensáveis que PSD ou CDS poderiam vir a sugerir:
a) Fim da segurança social obrigatória;
b) Introdução de impostos municipais;
c) Flexibilização da lei laboral;
d) Alteração do regime laboral da função pública;
e) Redução do IRS;
f) Fim do IRC;
g) Fim do Rendimento Mínimo Garantido;
h) Privatização da RTP, RDP, TAP, CTT, CP, etc;
i) Simplificação do processo de dissolução das sociedades;
j) Fim do apoio aos clubes de futebol;
k) Hipermercados abertos nas tardes de domingo;
l) Introdução da flat tax;
m) Fim dos incentivos às empresas;
n) Extinção de inúmeros institutos públicos inúteis;
o) Revisão da Constituição, e
p) Extinção do ministério da cultura.
Existem diversas outras medidas (como a descida do IVA) que deveriam ser aplicadas com urgência. Outras ainda, não tão urgentes, mas não menos importantes, como a profunda alteração do conceito de ensino público (com a introdução dos vouchers), do serviço nacional de saúde e uma reforma do sistema de funcionamento dos tribunais.
São medidas difíceis, mas não custa nada mencioná-las, de quando em vez."
in O INSURGENTE
Comentário por Tau-Tau... ver AQUI
quinta-feira, outubro 13, 2005
Cobrança de calotes...
"Os processos de cobrança coerciva de dívidas (fiscais e outras) ascendia a 1,05 mil milhões de euros no final do ano passado. Aquele valor, que consta da Conta Geral do Estado de 2004, inclui já cerca de 162 milhões de euros em custas e juros de mora. No mesmo documento, é ainda salientado que a Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) anulou, naquele ano, 735,7 milhões de euros de dívidas e deixou prescrever 219 milhões.
É no IVA que os processos de cobrança coerciva - que resultam do não pagamento da dívida no prazo estipulado - registam valores mais elevados. De acordo com a Conta Geral do Estado, atingiram, só neste imposto, 416,1 milhões de euros, a que acrescem ainda 78,5 milhões de juros de mora e 8,2 milhões de custas. Já nos impostos sobre o rendimento (IRS e IRC), a dívida totaliza 3131,7 milhões.
Ao todo, o Estado tem para receber, relativamente a 2004, qualquer coisa como 930,1 milhões de euros. A esta verba há ainda a somar os 71,1 milhões de euros em falta relativos a impostos municipais (receitas de autarquias) e 54,3 milhões na Segurança Social e outras entidades.
O mesmo documento apurou, ainda, que as extinções de créditos por prescrições atingiram 219,1 milhões de euros em 2004, sendo que a maior parte desta verba perdida diz respeito a dívidas de IVA (131,6 milhões de euros) e IRS e IRC (48,5 milhões).
Já as prescrições de créditos dos restantes impostos administrados pela DGCI ascenderam a 38,8 milhões. No ano passado, e segundo informações da DGCI para a elaboração da Conta Geral do Estado, verificou-se ainda a anulação de dívidas no valor de 735,7 milhões de euros. Estas anulações ocorreram quer por decisão judicial, quer por anulação dos próprios serviços. Também neste caso, a maior parte das anulação incidiu sobre o IVA (383,6 milhões de euros) e dos impostos sobre o rendimento (294,2 milhões de euros).
No que diz respeito às chamadas dívidas conhecidas ao Estado (receitas por cobrar), constata-se que, entre o início e o fim de 2004, se registou um aumento de 2,5 mil milhões de euros. Esta situação deve-se essencialmente ao facto de a contabilização da maior parte da receita fiscal implicar que a liquidação seja feita antes da cobrança se verificar. Nas taxas e multas, onde esse deferimento já não acontece, ao aumento de foi de 169 milhões de euros."
in Jornal de Notícias
Alguém atrás das dívidas do Estado ao Fisco???
É no IVA que os processos de cobrança coerciva - que resultam do não pagamento da dívida no prazo estipulado - registam valores mais elevados. De acordo com a Conta Geral do Estado, atingiram, só neste imposto, 416,1 milhões de euros, a que acrescem ainda 78,5 milhões de juros de mora e 8,2 milhões de custas. Já nos impostos sobre o rendimento (IRS e IRC), a dívida totaliza 3131,7 milhões.
Ao todo, o Estado tem para receber, relativamente a 2004, qualquer coisa como 930,1 milhões de euros. A esta verba há ainda a somar os 71,1 milhões de euros em falta relativos a impostos municipais (receitas de autarquias) e 54,3 milhões na Segurança Social e outras entidades.
O mesmo documento apurou, ainda, que as extinções de créditos por prescrições atingiram 219,1 milhões de euros em 2004, sendo que a maior parte desta verba perdida diz respeito a dívidas de IVA (131,6 milhões de euros) e IRS e IRC (48,5 milhões).
Já as prescrições de créditos dos restantes impostos administrados pela DGCI ascenderam a 38,8 milhões. No ano passado, e segundo informações da DGCI para a elaboração da Conta Geral do Estado, verificou-se ainda a anulação de dívidas no valor de 735,7 milhões de euros. Estas anulações ocorreram quer por decisão judicial, quer por anulação dos próprios serviços. Também neste caso, a maior parte das anulação incidiu sobre o IVA (383,6 milhões de euros) e dos impostos sobre o rendimento (294,2 milhões de euros).
No que diz respeito às chamadas dívidas conhecidas ao Estado (receitas por cobrar), constata-se que, entre o início e o fim de 2004, se registou um aumento de 2,5 mil milhões de euros. Esta situação deve-se essencialmente ao facto de a contabilização da maior parte da receita fiscal implicar que a liquidação seja feita antes da cobrança se verificar. Nas taxas e multas, onde esse deferimento já não acontece, ao aumento de foi de 169 milhões de euros."
in Jornal de Notícias
Alguém atrás das dívidas do Estado ao Fisco???
Será que teremos motivos para nos preocuparmos???
No Jornal de Notícias encontra-se esta notícia...
Será para nos preocuparmos ainda mais???
"Portugal vai tomar medidas adicionais de contenção da despesa para compensar a revisão em baixa do crescimento da economia europeia e portuguesa. A informação foi avançada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que falava à margem do Conselho Ministerial de Economia e Finanças da União Europeia (Ecofin), no Luxemburgo.
O ministro, que falava menos de uma semana depois de a Comissão Europeia rever as suas estimativas de crescimento para 2005 de 1,6 para 1,2%, admitiu que, "enquanto não houver relançamento da economia na UE, Portugal também terá dificuldade". Razão pela qual o país não escapará a uma revisão em baixa da sua taxa de crescimento.
Teixeira dos Santos não especificou quais as medidas de ajustamento adicionais, "do lado da despesa", a adoptar no quadro do Projecto de Orçamento do Estado para 2006, que será apresentado sexta-feira, mas excluiu novos aumentos de impostos além dos previstos no Programa de Estabilidade e Crescimento aumentos dos impostos sobre o tabaco (de 15% por maço e por ano entre 2006 e 2009) e sobre os produtos petrolíferos (a taxa sobe 0,075 euros em três anos, à razão de 0,025 euros por ano).
Nem serão prejudicados os investimentos previstos em grandes projectos de infra-estruturas, garantiu, acrescentando que as grandes obras como a construção do aeroporto da Ota ou o comboio de alta velocidade não têm impacto no défice público, uma vez que os seus custos já estão acomodados no programa de estabilidade português.
Apoiando-se nos sinais de alguma recuperação do crescimento em 2006, esperada pela UE e pelo Ecofin, o ministro não receia uma recessão da economia nacional. E assegurou também que o resultado das autárquicas não influi no conteúdo do Projecto de Orçamento."
Agora a parte séria da referida notícia... para o escândalo
Baixar os salários em 3,7%
"No âmbito da habitual troca de impressões do Ecofin sobre a situação económica da Zona Euro, foram vários os ministros que manifestaram preocupação com o fraco crescimento económico. À luz das discrepâncias de crescimento entre países do Euro, os estados-membros são convidados a apresentar as suas previsões sobre a competitividade (preços/custos) das respectivas economias. E, até 15 do corrente, deverão transmitir a Bruxelas os planos nacionais de implementação da estratégia de relançamento económico da UE, Agenda de Lisboa.
Nesse quadro, os peritos da Direcção-Geral da Economia e Finanças da Comissão sugerem para a Zona Euro uma baixa generalizada dos salários de 3,7%, a fim de tornar as empresas mais competitivas e aumentar em 1% a taxa de crescimento dentro de três anos. A sugestão consta do relatório trimestral sobre a situação económica na "Eurolândia", publicado este mês."
E que tal comentar este post? Gostaria de saber as vossas opiniões!!!
Será para nos preocuparmos ainda mais???
"Portugal vai tomar medidas adicionais de contenção da despesa para compensar a revisão em baixa do crescimento da economia europeia e portuguesa. A informação foi avançada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que falava à margem do Conselho Ministerial de Economia e Finanças da União Europeia (Ecofin), no Luxemburgo.
O ministro, que falava menos de uma semana depois de a Comissão Europeia rever as suas estimativas de crescimento para 2005 de 1,6 para 1,2%, admitiu que, "enquanto não houver relançamento da economia na UE, Portugal também terá dificuldade". Razão pela qual o país não escapará a uma revisão em baixa da sua taxa de crescimento.
Teixeira dos Santos não especificou quais as medidas de ajustamento adicionais, "do lado da despesa", a adoptar no quadro do Projecto de Orçamento do Estado para 2006, que será apresentado sexta-feira, mas excluiu novos aumentos de impostos além dos previstos no Programa de Estabilidade e Crescimento aumentos dos impostos sobre o tabaco (de 15% por maço e por ano entre 2006 e 2009) e sobre os produtos petrolíferos (a taxa sobe 0,075 euros em três anos, à razão de 0,025 euros por ano).
Nem serão prejudicados os investimentos previstos em grandes projectos de infra-estruturas, garantiu, acrescentando que as grandes obras como a construção do aeroporto da Ota ou o comboio de alta velocidade não têm impacto no défice público, uma vez que os seus custos já estão acomodados no programa de estabilidade português.
Apoiando-se nos sinais de alguma recuperação do crescimento em 2006, esperada pela UE e pelo Ecofin, o ministro não receia uma recessão da economia nacional. E assegurou também que o resultado das autárquicas não influi no conteúdo do Projecto de Orçamento."
Agora a parte séria da referida notícia... para o escândalo
Baixar os salários em 3,7%
"No âmbito da habitual troca de impressões do Ecofin sobre a situação económica da Zona Euro, foram vários os ministros que manifestaram preocupação com o fraco crescimento económico. À luz das discrepâncias de crescimento entre países do Euro, os estados-membros são convidados a apresentar as suas previsões sobre a competitividade (preços/custos) das respectivas economias. E, até 15 do corrente, deverão transmitir a Bruxelas os planos nacionais de implementação da estratégia de relançamento económico da UE, Agenda de Lisboa.
Nesse quadro, os peritos da Direcção-Geral da Economia e Finanças da Comissão sugerem para a Zona Euro uma baixa generalizada dos salários de 3,7%, a fim de tornar as empresas mais competitivas e aumentar em 1% a taxa de crescimento dentro de três anos. A sugestão consta do relatório trimestral sobre a situação económica na "Eurolândia", publicado este mês."
E que tal comentar este post? Gostaria de saber as vossas opiniões!!!
quarta-feira, outubro 12, 2005
Criticam os anteriores e fazem igual ou pior
Achei interessante esta notícia, porque na altura do Governo de Santana Lopes, era Ministro da Defesa Paulo Portas, que foi chamado de tudo e mais alguma coisa por causa da compra de uns submarinozitos... agora vêm estes comprar tanques... 290, para o Exército e Marinha... como se estes tanques pudessem substituir uns submarinos, pelo menos afundam...
De qualquer forma o Tribunal de contas rejeitou esse concurso pelos blindados, falta saber é por quanto tempo, porque 265 milhões de euros fazem falta.
Podem ver a notícia completa AQUI
De qualquer forma o Tribunal de contas rejeitou esse concurso pelos blindados, falta saber é por quanto tempo, porque 265 milhões de euros fazem falta.
Podem ver a notícia completa AQUI
quinta-feira, outubro 06, 2005
Excelentes jornalistas que temos em Portugal...

Esta notícia vem no Record Online
CORPO DE INTERVENÇÃO DA PSP CHAMADO
ACADEMIA SPORTING SITIADA
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
Como podem ver pela fotografia... isto é GNR, não é PSP, os Srs. jornalistas têm que conhecer melhor as nossas forças de segurança pública. Além disso, estas viaturas são carrinhas, furgões e não camionetas. As camionetas, pelo menos foi assim que me ensinaram, é onde se fazem excursões, autocarros, ou então onde se carrega areia e outras coisas do género. De certeza que não conhece os tipos de viaturas e não tem carta de condução, ou então comprou-a. Devo de dizer que é uma vergonha para qualquer jornal ter um jornalista destes. Escandaloso, como diria uma amiga minha!!!
quarta-feira, outubro 05, 2005
Treinadores para a crise Sportinguista
4 NOMES PARA RENDER PESEIRO
Peseiro pode suceder a Peseiro, mas os nomes de outros possíveis candidatos começam a ser badalados. Couceiro, no desemprego; Autuori com conhecimentos do futebol português; Camacho, vencedor da Taça pelo Benfica; e Paulo Bento, campeão de juniores em no início de carreira, são os nomes que aparecem mais bem colocados à sucessão.
A minha opinião... ou continua o Peseiro ou então Paulo Bento. Camacho??? Nem pensar, Autuori, talvez, Couceiro também seria uma boa hipótese.
Despesa pública pode aumentar 4%
"Até ao final da próxima semana, o Governo de José Sócrates tem de apresentar o Orçamento do Estado para 2006 (OE 2006). É o primeiro grande documento de política económica apresentado pelo Executivo Sócrates depois da demissão do ex-ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha."
in O PÚBLICO
"O Estado vai pedir emprestado o equivalente a dois mil euros por português, durante este ano, elevando para 20 mil milhões de euros o total de dívida a contrair durante 2005. Em termos acumulados (a soma deste com os anos anteriores) calcula-se que o Estado termine o ano com 102 mil milhões de euros em dívida, o que equivale a 10 mil euros por cada português e a 65% do Produto Interno Bruto (PIB, a riqueza gerada no país), uma subida forte face aos 61,9% do PIB registados em 2004.
A última previsão, feita em Janeiro, apontava para um total de 14,6 mil milhões de dívida a contrair este ano, mas as alterações introduzidas pelo Orçamento Rectificativo, aprovado pelo actual Governo em Julho, vieram aumentar a necessidade de financiamento do Estado, adiantou ontem o Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP).
Na sequência do Rectificativo, o IGCP reviu o programa de financiamento que tinha sido anunciado em Janeiro e, agora, planeia contrair dívida no valor de 20 mil milhões de euros, até ao final do ano - um montante que inclui uma fatia de 7,2 mil milhões de euros referente ao refinanciamento de dívida de médio e longo prazo, que será amortizada durante este ano.
A revisão do programa de financiamento implica a emissão de títulos de dívida como Obrigações e Bilhetes do Tesouro ou Certificados de Aforro.
Dívida tem aumentado
A dívida do Estado estimada para este ano equivale a 65% da riqueza gerada pelo país e tem vindo a aumentar sustentadamente desde 2001.
É esta subida que é preocupante e não o valor absoluto, concordam vários economistas ouvidos pelo JN. Jorge Santos, professor de macro-economia, lembra o caso da Itália, onde a dívida ultrapassa o valor total da riqueza produzida pelo país, enquanto que César das Neves recorda que nos anos 80, o rácio nacional ultrapassou os 70%.
"O valor não é dramático, mas implica um acréscimo de juros, que terão que ser pagos pelo cidadão comum, e faz com que seja mais difícil controlar o Orçamento de Estado", considera César das Neves.
Por outro lado, este ano, o PIB deverá crescer apenas 0,5%, "abaixo da taxa implícita a pagar pela dívida", o que agrava ainda mais a factura, afirmou Jorge Santos.
Para o cidadão comum, o impacto do aumento da dívida não se sentirá a curto prazo, mas "os juros terão que ser pagos pelo Estado, que só tem uma forma de ir buscar dinheiro - através dos impostos", adiantou o também professor universitário João Carvalho das Neves."
in O JORNAL DE NOTÍCIAS
Vamos aguardar o tão esperado Orçamento de Estado para 2006, que de modo algum não deveria ser apresentado antes das eleições Autárquicas, dado que iria alterar os seus resultados, mas tmbém se pode concluir desta situação o seguinte: ou se tem coragem para mostrar resultados, bons ou maus, ou então saiam de lá, porque, para falar de outros que lá estiveram antes não vale a pena, visto qu estes ainda fazem pior.
in O PÚBLICO
"O Estado vai pedir emprestado o equivalente a dois mil euros por português, durante este ano, elevando para 20 mil milhões de euros o total de dívida a contrair durante 2005. Em termos acumulados (a soma deste com os anos anteriores) calcula-se que o Estado termine o ano com 102 mil milhões de euros em dívida, o que equivale a 10 mil euros por cada português e a 65% do Produto Interno Bruto (PIB, a riqueza gerada no país), uma subida forte face aos 61,9% do PIB registados em 2004.
A última previsão, feita em Janeiro, apontava para um total de 14,6 mil milhões de dívida a contrair este ano, mas as alterações introduzidas pelo Orçamento Rectificativo, aprovado pelo actual Governo em Julho, vieram aumentar a necessidade de financiamento do Estado, adiantou ontem o Instituto de Gestão de Crédito Público (IGCP).
Na sequência do Rectificativo, o IGCP reviu o programa de financiamento que tinha sido anunciado em Janeiro e, agora, planeia contrair dívida no valor de 20 mil milhões de euros, até ao final do ano - um montante que inclui uma fatia de 7,2 mil milhões de euros referente ao refinanciamento de dívida de médio e longo prazo, que será amortizada durante este ano.
A revisão do programa de financiamento implica a emissão de títulos de dívida como Obrigações e Bilhetes do Tesouro ou Certificados de Aforro.
Dívida tem aumentado
A dívida do Estado estimada para este ano equivale a 65% da riqueza gerada pelo país e tem vindo a aumentar sustentadamente desde 2001.
É esta subida que é preocupante e não o valor absoluto, concordam vários economistas ouvidos pelo JN. Jorge Santos, professor de macro-economia, lembra o caso da Itália, onde a dívida ultrapassa o valor total da riqueza produzida pelo país, enquanto que César das Neves recorda que nos anos 80, o rácio nacional ultrapassou os 70%.
"O valor não é dramático, mas implica um acréscimo de juros, que terão que ser pagos pelo cidadão comum, e faz com que seja mais difícil controlar o Orçamento de Estado", considera César das Neves.
Por outro lado, este ano, o PIB deverá crescer apenas 0,5%, "abaixo da taxa implícita a pagar pela dívida", o que agrava ainda mais a factura, afirmou Jorge Santos.
Para o cidadão comum, o impacto do aumento da dívida não se sentirá a curto prazo, mas "os juros terão que ser pagos pelo Estado, que só tem uma forma de ir buscar dinheiro - através dos impostos", adiantou o também professor universitário João Carvalho das Neves."
in O JORNAL DE NOTÍCIAS
Vamos aguardar o tão esperado Orçamento de Estado para 2006, que de modo algum não deveria ser apresentado antes das eleições Autárquicas, dado que iria alterar os seus resultados, mas tmbém se pode concluir desta situação o seguinte: ou se tem coragem para mostrar resultados, bons ou maus, ou então saiam de lá, porque, para falar de outros que lá estiveram antes não vale a pena, visto qu estes ainda fazem pior.
Será sorte?
Depois do empate do F.C.Porto (não sei como, uma vez que conheço portistas que dizem que deviam ter perdido), da derrota do Sporting (nem vale a pena comentar, blackout), faltava o Benfica... bem daqui, nem sei o que dizer, nunca vi tanta sorte junta, mas será sorte ou será aproveitar os erros dos outros? Sem querer ser ofensivo nem coisa parecida, mas será que o Simão vai agora para os jogos com a fralda molhada??? Assim, o Estádio da Luz muda de nome... "Mictório"
sexta-feira, setembro 30, 2005
Em relação à popularidade dos condidatos...
"Mário Soares sofreu um enorme rombo na popularidade junto dos portugueses, revela o Barómetro da Marktest para o DN e TSF. Um mês depois de ter apresentado a sua candidatura a Belém, o ex-presidente da República viu a sua popularidade cair nada mais nada menos que 40 pontos percentuais, levando-o de um confortável balanço positivo de 20 pontos entre opiniões favoráveis e desfavoráveis em relação à sua actuação, para um muito desconfortável lugar na cauda da tabela das personalidades. Agora, Soares tem um saldo de 20 pontos negativos, só ultrapassado à esquerda por Manuel Maria Carrilho e João Soares (dois candidatos em autarquias da Grande Lisboa). Para agravar as coisas, Mário Soares vê o seu ex-companheiro e agora adversário de luta Manuel Alegre subir um ponto na avaliação dos inquiridos, conseguindo um balanço favorável de 18 pontos entre opiniões positivas e negativas. E, do outro lado da barricada, o não candidato mais candidato presidencial que existe, Cavaco Silva, baixou um ponto, que nem cócegas faz nos 43 por cento de balanço positivo que mantém entre os que gostam e os que criticam a sua actuação. De qualquer forma, este é um mês aziago para as personalidades deste painel. É que 16 dos 21 viram a popularidade descer. A subir estão, entre outros, Alberto João Jardim e Santana Lopes."
Se estes não são muito populares, e então estes???
Num bom inestimento não há espaço para desperdícios e saber evitá-los é que constrói a sorte, displicéncia É pena "Aceito candidatar-me a Presidente da República" - foi desta forma que Mário Soares entrou ontem na corrida para Belém, apresentando-se não como candidato do PS, mas como "um candidato nacional, apoiado pelo PS". A seus pés tinha o PS e o Governo em peso, com José Sócrates sentado bem em frente ao palanque de onde Soares justificou a sua candidatura e foi desmontando, um a um, os vários argumentos que, no último mês, começaram a ser esgrimidos contra a sua terceira propositura presidencial.
Num discurso com uma forte dose de optimismo, em que ilibou o Governo de responsabilidades exclusivas na situação do País (lembrou que a crise económica é mundial) e apelou ao empenhamento de todos para responder aos "males da Pátria", Soares apresentou um argumentário de campanha. Respondeu aos seus críticos e, ao mesmo tempo, aproveitou para fazer marcação todo o terreno ao seu provável adversário Cavaco Silva. Relativizando a mais-valia da formação em economia, mas também insurgindo-se contra tentações presidencialistas.
"Mais que isto é Jesus Cristo." Reconhecendo que vivemos "um momento de crise, de desorientação e de indiferença", o ex-presidente da República sublinhou que "o abrandamento económico e os défices não são fatalidades insuperáveis". "Tenho essa experiência", acrescentou, numa alusão às circunstâncias económicas em que foi primeiro-ministro.
Mas relativizou esta questão "A economia é extremamente importante, ninguém o ignora. (...) Mas a economia está ao serviço das pessoas e não as pessoas da economia. O que faz andar o mun-do são as ideias e a vontade das pessoas", sublinhou, citando, depois, Fernando Pessoa: "Mais do que isto/é Jesus Cristo/que não sabia nada de finanças/nem consta que tivesse biblioteca." Foi uma das ocasiões em que arrancou gargalhadas à sala, acompanhadas de muitos aplausos. Soares riu-se também, apoiado no palanque, de perna cruzada.
A marcação a Cavaco não se ficou por aqui. O antigo presidente disse estar "em boas condições para dialogar, sem crispação, com todos os sectores da sociedade" e recordou a conduta que, em sua opinião, deve ser a do Chefe do Estado - "o que chamei, em tempos, uma magistratura de influência". Era invocado o fantasma do Cavaco interventivo e de uma coabitação difícil com o Governo socialista "O Presidente não pode - nem deve - substituir-se ao Governo no exercício das [suas] funções (...). Tem o dever de respeitar a separação dos poderes, exercendo, com isenção, as funções de árbitro e moderador."
Por outro lado, se Cavaco torce o nariz a voltar à política, Soares garantiu que, pela sua parte, a candidatura não representa "qualquer sacrifício".
Estímulo aos idosos. O discurso de oito páginas com que o fundador do PS se apresentou como candidato presidencial perante uma plateia repleta de personalidades (ver páginas 3 e 4) começou com a contestação, quase ponto por ponto, às críticas que se ouviram no último mês à sua recandidatura.
Soares respondeu aos que levantaram a questão da sua idade avançada - "Com os meus 81 anos serei, seguramente, um estímulo para todos os idosos que recusam morrer antes de chegar a sua hora", afirmou, uma ironia que se revelou hilariante. Antes, acusou o toque dos que lhe recordaram que ainda há pouco tempo tinha dito "Basta de política!". Argumentou, em sua defesa, que não surgiram "políticos preparados, com apoios sólidos, e com vontade de ousar, com êxito, protagonizar o combate pela Presidência".
Aos que lembram que o mundo mudou nos últimos vinte anos e criticam o percurso de Soares desde que deixou Belém, o socialista respondeu com o seu currículo na última década, recheado de livros, conferências, missões para a ONU, um mandato no Parlamento Europeu e ainda a oposição à guerra do Iraque ("Tivemos razão, como hoje está à vista".) "Eu também mudei. Muito. (...) Adquiri novos conhecimentos e tenho hoje bastante mais experiência acumulada. Conheci novas pessoas e vivi, em Portugal e no estrangeiro, situações diferenciadas, que me enriqueceram. É isso - que não é pouco, nem despiciendo - que entendo ser do meu dever pôr de novo ao serviço de Portugal e dos portugueses."
in DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Se estes não são muito populares, e então estes???
Num bom inestimento não há espaço para desperdícios e saber evitá-los é que constrói a sorte, displicéncia É pena "Aceito candidatar-me a Presidente da República" - foi desta forma que Mário Soares entrou ontem na corrida para Belém, apresentando-se não como candidato do PS, mas como "um candidato nacional, apoiado pelo PS". A seus pés tinha o PS e o Governo em peso, com José Sócrates sentado bem em frente ao palanque de onde Soares justificou a sua candidatura e foi desmontando, um a um, os vários argumentos que, no último mês, começaram a ser esgrimidos contra a sua terceira propositura presidencial.
Num discurso com uma forte dose de optimismo, em que ilibou o Governo de responsabilidades exclusivas na situação do País (lembrou que a crise económica é mundial) e apelou ao empenhamento de todos para responder aos "males da Pátria", Soares apresentou um argumentário de campanha. Respondeu aos seus críticos e, ao mesmo tempo, aproveitou para fazer marcação todo o terreno ao seu provável adversário Cavaco Silva. Relativizando a mais-valia da formação em economia, mas também insurgindo-se contra tentações presidencialistas.
"Mais que isto é Jesus Cristo." Reconhecendo que vivemos "um momento de crise, de desorientação e de indiferença", o ex-presidente da República sublinhou que "o abrandamento económico e os défices não são fatalidades insuperáveis". "Tenho essa experiência", acrescentou, numa alusão às circunstâncias económicas em que foi primeiro-ministro.
Mas relativizou esta questão "A economia é extremamente importante, ninguém o ignora. (...) Mas a economia está ao serviço das pessoas e não as pessoas da economia. O que faz andar o mun-do são as ideias e a vontade das pessoas", sublinhou, citando, depois, Fernando Pessoa: "Mais do que isto/é Jesus Cristo/que não sabia nada de finanças/nem consta que tivesse biblioteca." Foi uma das ocasiões em que arrancou gargalhadas à sala, acompanhadas de muitos aplausos. Soares riu-se também, apoiado no palanque, de perna cruzada.
A marcação a Cavaco não se ficou por aqui. O antigo presidente disse estar "em boas condições para dialogar, sem crispação, com todos os sectores da sociedade" e recordou a conduta que, em sua opinião, deve ser a do Chefe do Estado - "o que chamei, em tempos, uma magistratura de influência". Era invocado o fantasma do Cavaco interventivo e de uma coabitação difícil com o Governo socialista "O Presidente não pode - nem deve - substituir-se ao Governo no exercício das [suas] funções (...). Tem o dever de respeitar a separação dos poderes, exercendo, com isenção, as funções de árbitro e moderador."
Por outro lado, se Cavaco torce o nariz a voltar à política, Soares garantiu que, pela sua parte, a candidatura não representa "qualquer sacrifício".
Estímulo aos idosos. O discurso de oito páginas com que o fundador do PS se apresentou como candidato presidencial perante uma plateia repleta de personalidades (ver páginas 3 e 4) começou com a contestação, quase ponto por ponto, às críticas que se ouviram no último mês à sua recandidatura.
Soares respondeu aos que levantaram a questão da sua idade avançada - "Com os meus 81 anos serei, seguramente, um estímulo para todos os idosos que recusam morrer antes de chegar a sua hora", afirmou, uma ironia que se revelou hilariante. Antes, acusou o toque dos que lhe recordaram que ainda há pouco tempo tinha dito "Basta de política!". Argumentou, em sua defesa, que não surgiram "políticos preparados, com apoios sólidos, e com vontade de ousar, com êxito, protagonizar o combate pela Presidência".
Aos que lembram que o mundo mudou nos últimos vinte anos e criticam o percurso de Soares desde que deixou Belém, o socialista respondeu com o seu currículo na última década, recheado de livros, conferências, missões para a ONU, um mandato no Parlamento Europeu e ainda a oposição à guerra do Iraque ("Tivemos razão, como hoje está à vista".) "Eu também mudei. Muito. (...) Adquiri novos conhecimentos e tenho hoje bastante mais experiência acumulada. Conheci novas pessoas e vivi, em Portugal e no estrangeiro, situações diferenciadas, que me enriqueceram. É isso - que não é pouco, nem despiciendo - que entendo ser do meu dever pôr de novo ao serviço de Portugal e dos portugueses."
in DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Dinossauros são os mais atraídos pelo jogo da bola
Mesquita Machado é um dos autarcas que melhor exemplificam uma permanente ligação da política ao futebol. Após vários cargos no dirigismo desportivo, o autarca de Braga é actualmente presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol. A câmara foi fundamental para a constituição da SAD do Sporting Braga e para a construção do novo estádio, que dos 29 milhões orçamentados chegou aos quase 100 milhões de euros de custo final. Valentim Loureiro é outro exemplo claro. De presidente do Boavista a presidente da Liga de Clubes, esteve sempre com um pé na política e outro no futebol. E foi esta relação que levou Valentim a ser um dos arguidos do "Apito Dourado".
Avelino Ferreira Torres é ainda mais emblemático neste tipo de relação. O estádio de Marco de Canaveses até tem o seu nome e o clube local recebe avultadas verbas da autarquia para se manter no futebol profissional. Fátima Felgueiras é outro caso. O processo do "saco azul" envolve verbas que seriam canalizadas pela autarca para o clube local, numa forma de financiamento ilícito. Hoje, o Felgueiras já nem tem futebol profissional.
Mário Almeida, também ele um autarca com mais de 20 anos de poder, é outro caso de forte relação com o futebol. Há 25 anos que preside à assembleia geral do Rio Ave, sem ver nisso qualquer problema. "Sinto-me um desportista na política . Tenho dificuldades em perceber esse tipo de promiscuidade de que se fala. Se as pessoas gostam de futebol por que é que não se pode apoiar o futebol?" As ajudas camarárias são consideradas normais. "Recebe um subsídio igual ao dos bombeiros. Ao todo andará nos 45 mil contos por ano."
in DIÁRIO DE NOTÍCIAS
Avelino Ferreira Torres é ainda mais emblemático neste tipo de relação. O estádio de Marco de Canaveses até tem o seu nome e o clube local recebe avultadas verbas da autarquia para se manter no futebol profissional. Fátima Felgueiras é outro caso. O processo do "saco azul" envolve verbas que seriam canalizadas pela autarca para o clube local, numa forma de financiamento ilícito. Hoje, o Felgueiras já nem tem futebol profissional.
Mário Almeida, também ele um autarca com mais de 20 anos de poder, é outro caso de forte relação com o futebol. Há 25 anos que preside à assembleia geral do Rio Ave, sem ver nisso qualquer problema. "Sinto-me um desportista na política . Tenho dificuldades em perceber esse tipo de promiscuidade de que se fala. Se as pessoas gostam de futebol por que é que não se pode apoiar o futebol?" As ajudas camarárias são consideradas normais. "Recebe um subsídio igual ao dos bombeiros. Ao todo andará nos 45 mil contos por ano."
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